Sem sistema de gestão é impossível cumprir exigências do Bloco K, alerta especialista

10 de agosto de 2018 Off Por Emerson Oliveira

Indústrias precisam registrar informações fiscais mensalmente por meio eletrônico; objetivo é reduzir sonegação

Com os prazos cada vez mais curtos para a entrega dos registros do Bloco K, a fim de compor o SPED Fiscal, as indústrias têm pela frente a obrigatoriedade de padronizar seus processos e de registrar suas informações fiscais de maneira eletrônica para apuração das ordens de produção e expedição. Essas informações deverão ser repassadas à Receita Federal mensalmente, sob pena de multas. No entanto, a contadora e presidente da Aescon (Associação das Empresas de Serviços Contábeis de Americana), Elza Cassitas Sferra, alerta que sem um sistema de gestão integrado é praticamente impossível cumprir com todas as exigências do Fisco.

Elza explica que um software de gestão é essencial para recolher, de maneira eficaz, informações desde o processo da compra até o faturamento do produto acabado. “Sem um sistema completo é humanamente impossível controlar todas essas exigências do Fisco com o controle do estoque, mesmo porque os escritórios de contabilidade precisam desses arquivos para quem sejam transmitidos para o SPED de forma geral”, relata.

A padronização nas informações fiscais causa impacto direto na indústria já que envolve diretamente todas as áreas da organização. “Nem todas as indústrias contam com um software eficiente e que enxergue a empresa como um todo, como a Microdata faz e com o suporte personalizado que tem. É extremamente importante que todos estejam alinhados nesse momento importante de mudanças como colaboradores, gestores e contadores”, comentou Elza.

O fato foi constatado por uma pesquisa realizada pelo Sescon-SP (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São Paulo), que indicou que 23% das empresas não estão preparadas para as novidades do Bloco K. “Por isso eu alerto para a importância de a indústria contar com um sistema de informação eficiente, que cruze os dados de todos os setores com segurança e exatidão, para não correr o risco de serem multadas pela Receita”, finalizou.

Multas

Para quem não entregar os registros no prazo, a multa será de 1% sobre o valor do estoque, acrescidos de R$ 500 para empresas optantes pelo Simples Nacional e R$ 1,5 mil para as companhias enquadradas nos demais regimes. Já o envio de informação errada à Receita pode acarretar multa de 3% sobre as obrigações comerciais.

Indústrias que recolherem valores menores do que o devido, ou que não recolherem valor algum, terão que pagar uma multa de 100% do valor devido, além de os responsáveis correrem o risco de serem autuados criminalmente em razão da sonegação de impostos.

Entenda como o ERP Microdata atende as exigências do Bloco K

O Bloco K necessita do controle mensal da movimentação do estoque e da produção. Seu nome vem do bloco de informações contido dentro do arquivo SPED Fiscal – abreviação do termo Sistema Público de Escrituração Digital – Fiscal, que substitui os livros fiscais anteriormente registrados em forma de papel.

O ERP Microdata cumpre com rigor todas as exigências do Fisco e é capaz de detalhar todos os processos da indústria, incluindo os registros exigidos pelo Bloco K, como:

  • Ficha técnica de Produtos
  • Ordem de Produção
  • Estoque escriturado
  • Toda e qualquer mercadoria comprada / vendida / remetida para industrialização
  • Neste item, deverão ser apresentados os tipos de estoque – estoque de seu estabelecimento em seu poder, estoque de terceiros em poder de seu estabelecimento, ou estoque de propriedade de seu estabelecimento em posse de terceiros (por exemplo, consignação e para industrialização)
  • Movimentações internas de mercadorias – por exemplo, transformação de itens em um Kit.
  • Itens produzidos
  • Todos os itens produzidos, informando por exemplo data de início e fim da ordem de produção.
  • Informação da quantidade efetiva produzida dos itens.
  • Itens consumidos de acordo com a ficha técnica
  • Quantidade de itens consumidos – de cada matéria-prima por exemplo, utilizada em cada ordem de produção e sua perda durante o processo produtivo
  • Industrialização efetuada por terceiros – itens produzidos
  • Industrialização em terceiros – itens consumidos

O cronograma de implantação do projeto teve início em 2017 e se estende até 2022.