Acordo com a Colômbia estima crescimento nas exportações no setor têxtil na região RPT

A previsão é que as exportações têxteis cresçam entre 5,5% e 6% este ano na região, fruto de acordo firmado com a Colômbia.

Acordo com a Colômbia estima crescimento nas exportações no setor têxtil na região RPT

Desde o dia 22 de dezembro, exportações para o país vizinho têm incidência zero de impostos.

As exportações de produtos têxteis da RPT (Região do Polo Têxtil) para a Colômbia devem aumentar em 2018, segundo entidades ligadas ao setor. A expectativa positiva é baseada em um acordo firmado com o mercado colombiano e em vigor desde 22 de dezembro para zerar a incidência de impostos, facilitando a circulação de mercadorias.

A previsão é que as exportações têxteis cresçam entre 5,5% e 6% este ano na região, de acordo com o Sinditec, sindicato das indústrias têxteis em Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré. Com o acordo, esse percentual deve aumentar ainda mais, segundo o presidente da entidade, Dilézio Ciamarro, mas ainda não há uma estimativa de quanto. O Sinditec deve realizar uma pesquisa junto às empresas da região nos próximos três meses.

A previsão é que as exportações têxteis cresçam entre 5,5% e 6% este ano na região “Hoje, já trabalhamos com produtos com uma qualidade praticamente internacional. O que vejo que será necessário é uma reestruturação dos departamentos de exportações das empresas. Muitas perderam esse setor por conta da questão cambial e precisam montá-los novamente”, disse Dilézio.

O mercado da Colômbia é caracterizado pela produção de vestuário, mas possui forte demanda por matéria-prima, como fios e filamentos, que podem ser buscados aqui no Brasil. Além disso, outros produtos que devem encontrar demanda colombiana são os têxteis técnicos e não tecidos.

A RPT conta com empresas que produzem tanto as matérias-primas quanto esses outros itens e que devem se beneficiar com o acordo, segundo Rafael Cervone, presidente do Sinditêxtil (Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo). “A relação bilateral com a Colômbia é positiva e não danosa. Eles concorrem conosco em itens que somos muito competitivos, como jeans e lingerie, mas os mercados são complementares em muitos aspectos”, afirmou Cervone.

No ano passado, a região exportou para a Colômbia cerca de US$ 15,4 milhões. Houve uma redução quando comparada com 2016, quando haviam sido vendidos U$S 16,4 milhões.

O perfil de produção das empresas da região deve mudar, sendo fortemente influenciado pelas tendências da quarta revolução industrial, segundo Rafael Cervone, presidente emérito do Sinditêxtil (Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo).

Segundo ele, as tendências para os próximos anos são de aliar os tecidos às tecnologias digitais, utilizando as roupas como ferramentas de captação de dados dos usuários.

“O Sinditêxtil conversa muito com empresas como Google e a Microsoft, e o que eles dizem é que não há no mundo um produto que fique mais tempo em contato com o ser humano do que a roupa. Por conta disso, o setor têxtil de vestuário mundial será o grande captador de dados”, disse Rafael.

“Junto com a manufatura avançada, entram os têxteis funcionais, com tecidos e roupas com eletrônica incorporada, monitorando batimentos, glicemia, temperatura. O setor caminha para essa quarta revolução industrial muito rápido”, afirmou o presidente.


Fonte: www.liberal.com.br