A chegada da indústria 4.0 na área da moda, integração entre o virtual e o real.

A personalização dos produtos, a exclusividade, as matérias-primas sustentáveis e a convergência das lojas físicas e virtuais geram a nova cara da moda.

A chegada da indústria 4.0 na área da moda, integração entre o virtual e o real.

Em um futuro próximo, será possível criar a roupa em um espelho virtual e vê-la pronta em 25 min A chegada da indústria 4.0 na área de confecção marca a integração entre os espaços virtual e físico do varejo.

Já pensou em escolher sua roupa diante de um espelho virtual e ter a peça pronta em cerca de 25 minutos?

Esta é uma realidade que não está muito distante de acontecer. A reportagem do Zoeira simulou a criação de uma peça no protótipo, desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (Cetiqt), durante Inspiramais, em São Paulo.

A intenção da criação, lançada em outubro do ano passado, é ter o consumidor atuante no processo de compra.

Segundo o gerente de educação do Senai Cetiqt, Robson Wanka, o conceito da indústria 4.0 traz conectividade e coloca o consumidor como participante do processo de desenvolvimento e criação de um produto, interferindo no processo.

Benefícios
"O espelho virtual simula uma loja, um varejo em que você se vê dentro da roupa que vai comprar. Qualquer consumidor se torna um estilista, um designer", propõe Wanka.

Além do papel do consumidor, a grande vantagem na visão do gerente é não ter estoque de insumos e só produz o que se vende, pois hoje existem empresas com galpões de estoques. "Outra vantagem é trabalhar com tecido pronto para tingir por sublimação, sem uso de água, que pode receber qualquer estampa", destaca.

A Confecção 4.0 produz, inicialmente, calças legging, capri e corsário, além de bermudas em tecido composto por 86% poliéster e 14% elastano, e proteção antimicrobiana. Com a ajuda das máquinas, as peças são personalizadas pelo consumidor, que tem à sua disposição uma seleção de cores, modelos e também estampas.

Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, a nova revolução industrial, num futuro mais próximo do que se imagina, exigirá mais capacitação profissional.

"O setor têxtil e de confecção está entre os líderes da economia que estão puxando a indústria 4.0", afirma.

Fonte: www.diariodonordeste.verdesmares.com.br